APACN - Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia

Depoimentos

01/08/2012

“Este meu depoimento é para compartilhar a esperança e fé ! Fé e esperança que meus familiares não perderam no período do meu tratamento ....

 

Tenho 31 anos e estou totalmente curado da Leucemia e muito feliz e grato a Deus !!!!

 

A leucemia surgiu quando eu tinha 2 anos de idade , lembro apenas de ir colher sangue quase todos os dias no hospital , o sofrimento é tão grande que acredito que meu cérebro "apagou " essa fase ruim da minha vida. Fiquei curado aos 5 anos e sem sequelas graves, apenas crises de ausências que trato com remédios contínuos , mas são crises que não interferem em nada na minha vida pois são esporádicas. Hoje tenho uma vida normal, tenho uma noiva que eu amo muito, um trabalho e me sinto realizado em todos os sentidos.

 

Me sinto feliz por um lado, pois com a doença que eu tive meus pais junto com outros casais fundaram a APACN a qual ajuda muitas crianças e jovens que passam pelo mesmo sofrimento que passei.

 

Agradeço a Deus todos os dias por ter me curado e pelas pessoas que me ajudaram e torceram pela minha cura

 

As pessoas que estão passando por esta doença não devem nunca perder a FE assim como minha família nunca perdeu, acredito que grande parte da minha cura dependeu dessa fe maravilhosa.

 

Nunca desistam e acreditem na cura, pois isso e o mais importante !!!!!!!!!!!!!!”

 

Eduardo Paolelli Filho

“Acredito que eu sou uma das pessoas mais gratas a Deus por ter salvo o Edu pois com ele eu aprendo o significado de estar viva todos os dias!!! E vejo como certos problemas são insignificantes comparado a quem sofreu com a Leucemia......

 

Mas não posso deixar de agradecer aos pais do Eduardo pois nunca perderam a fé e desistiram fazendo com que a leucemia fosse vencedora !!!! Graças a eles e a Deus hoje tenho minha alma gêmea ao meu lado !!!! Obrigada a todos que de certa forma ajudaram o meu Du antes mesmo de eu nascer!!!!!!!!

Laura Dronk da Silva

 

EDUARDO PAOLELLI FILHO é filho de Maria Angélica Paolelli, uma das fundadoras da APACN.

 

 

03/08/2011

Quero compartilhar com vocês um pouco da minha história de vida... história essa que me faz emocionar toda vez que vejo as crianças da APACN.

Ainda criança, fui submetido a um transplante de medula óssea, em razão de um tipo de leucemia. Antes disso, lembro-me de alguns detalhes de quando bebê_ minha mãe tentando tratar de feridinhas no céu da boca, que não queriam cicatrizar. Das inúmeras idas ao Hospital Pequeno Príncipe e as sessões de quimioterapia. Das punções de medula óssea, de sentir muito sono depois... mas também de ter contado com a presença inabalável da minha família sempre ao meu lado, especialmente meu pai e minha mãe. Eles tiveram um papel muito importante! sempre me dando suporte, amor, carinho, e um otimismo incomparável, de que tudo terminaria bem no final. E felizmente terminou. Meu irmão mais velho foi o doador de medula e o transplante foi bem sucedido, graças a Deus. Hoje, cerca de 30 anos depois do transplante, certamente ainda trago algumas lembranças da rotina do hospital, que me dão arrepios. Ma sinto-me uma pessosa afortunada. Pela minha vida, minha família, e por uma pontinha de “ culpa boa”,  pois após a minha doença, meus pais, em conjunto com outros casais, tiveram a iniciativa de fundar a APACN, entidade que ajudou e continua ajudando com sucesso muitas crianças a superar o câncer .

Avelino Badotti Neto, é filho de Maria Ione Pésch Badotti, uma das fundadoras da APACN.

 

27/07/2011

 

            Nada acontece por acaso, nem mesmo o sofrimento de uma criança !...

Vivi uma experiência muito dolorosa a qual me fez chegar a essa conclusão. Agora, acredito que a leucemia do meu 4° filho, com 1 ano e 8 meses de idade, abriu meus olhos e meu coração.

Enquanto lutávamos junto com ele para salvar sua vida, com dores e lágrimas, víamos ao nosso redor famílias e mais famílias com a mesma luta e o mesmo sofrimento.

A batalha destas famílias tinha um porém, o qual tornava a situação mais difícil ainda: a falta de recursos financeiros e a distância dos lugares de origem, onde não existiam médicos especializados. Meu filho teve um tratamento de referência e uma casa para morar.

Por que outras crianças não poderiam ter?

Meu marido, eu e mais quatro casais nos reunimos a fim de decidirmos o que se poderia fazer a respeito dessa desigualdade e desse sofrimento talvez ainda maior do que o nosso.

Só uma coisa era certa_ juntamente com os médicos da área, de qualquer maneira iríamos melhorar a vida dessas crianças carentes e com uma doença de risco. Assim, elas poderiam ter um tratamento diferenciado e uma casa com todo o conforto, aconchegante e alegre.

E o mais importante: com o amor dos voluntários .

Começamos com uma casa bem pequenina....hoje, após 28 anos de trabalho voluntário e amor ao próximo temos uma casa de apoio bem grande que acomoda, em média, 120 hóspedes (crianças com seus acompanhantes).

Temos um ambulatório, com serviços médicos e paramédicos em convênio com a UFPR e ainda um centro de pesquisa na área de oncologia infantil.

Com muita alegria posso dizer hoje, que todos os filhos dos cinco casais são adultos curados.

Ao final deste depoimento sincero , não poderia deixar de enfatizar meu apelo: colaborem com a APACN e ajudem nossas crianças carentes. Elas sobrevivem com nosso trabalho voluntário e com a sua doação.

Você será muito bem vindo em nossa casa. Venha nos conhecer!

Venha verificar como trabalhamos e o que fazemos com toda a nossa dedicação e amor para obter recursos em prol da dignidade, acolhimento e humanização dos nossos atendidos.

 

Maria Ione Pésch Badotti, é uma das fundadoras da APACN. Foi presidente no período de 1994 a 1996 e atualmente é membro do Conselho Superior.

 

 

18/07/2011

 

Olá. Estou aqui prá dizer que sou uma ex paciente daí, tenho 15 anos e estou curada Graças a Deus e a todos vocês.

Queria dizer que vocês são demais, e amo muito o trabalho de vocês.

Qualquer dia eu vou ter a honra de ir visitá-los.

Um enoorme beijo, e OBRIGADO por tudo.

Que Deus abençoe todos vocês. Tchau

 

Karoline Fernanda Moura

 

Jacutinga - Minas Gerais

 

APACN responde: Prezada Karoline, você será bem vinda. Obrigada por registrar seu depoimento.

 

 

16/06/2011

 

Testemunho da mãe do Leonardo de Sá Pacheco

Cidade de origem: Paranavaí PR

 

É com o coração cheio de alegria que hoje dou o meu testemunho de como Deus transformou nossas vidas”. Em abril de 2009, meu filho Leonardo apresentou algo como um nódulo, então levamos ao médico, onde o mesmo pediu alguns exames para esclarecer melhor o que estava acontecendo. Aqui mesmo em nossa cidade, já havia sido mencionada a possibilidade de ser um tipo de câncer. Conseguimos através de uma Casa de Apoio de nossa cidade, a APDE – Associação de Pessoas com Doenças Especiais. Sua primeira consulta em Curitiba, que aconteceu no dia 10 de julho de 2009. Foi então, marcada a cirurgia para retirada do material para biópsia, no dia 14 de julho. A cirurgia foi realizada com sucesso e voltamos para casa. No dia 29 de julho estávamos novamente em Curitiba para sabermos o resultado. Era um tumor chamado de 'Rabdomiossarcoma'. Foi um grande choque, mas erguemos a cabeça e fomos à luta. Meu filho Leonardo foi internado no mesmo dia, onde foram feitos vários exames e diagnosticado que ele teria uma metástase no pulmão. Foi mais um choque para mim, mas tive que buscar forças para ligar em minha casa, para que minha mãe e meu marido viessem o quanto antes à Curitiba. Antes de chegarem, éramos eu e meu filho com uma bíblia nas mãos, o que foi fundamental para sentir a presença de Deus em nossas vidas. Olhava para meu filho, e para não chorar, pois não sabia pelo que iríamos passar, eu lia a bíblia, e com clareza comecei a perceber que Deus falava comigo através dela. Foi nesse mesmo dia que uma prima ligou e leu o salmo 91, que foi tão lindo e forte a alguém que se encontrava naquela situação. Duas horas depois, abri novamente a bíblia, e lá estava, sem marcação nenhuma o mesmo salmo. Fiquei calma e ia absorvendo a leitura_ sentindo que Deus falava comigo. Antes de dormir, novamente abri a bíblia e mais uma vez caiu no mesmo salmo. Chorei de alegria, porque tive a certeza de que por três vezes Deus falava tudo o que eu precisava ouvir. Depois em outros trechos da bíblia, era a mesma mensagem, a de que Deus me dizia para nele confiar e que Ele nos colocaria a salvo. A cirurgia de pulmão do Leonardo, foi marcada para o dia 4 de agosto. Minha família e várias pessoas da minha cidade entraram em contínua oração. Então, eu e meu marido nos dirigimos até a Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, onde era celebrada uma missa. No dia 4 de agosto às 13h30, Leonardo entrou no centro cirúrgico. Naquele momento começamos a chorar... então, convidei meu marido para irmos à capela do hospital. Lá nos ajoelhamos e pedimos a misericórdia de Deus, e em meio ao choro e oração, clamamos ao Senhor que curasse e libertasse nosso filho de tudo aquilo que estava acontecendo na vida dele. Foi então que sentimos a presença real de Deus bem presente e nos tocando. No mesmo instante não choramos mais e uma força muito forte nos conduzia. Naquele momento, tanto eu como meu marido tivemos a mesma sensação: a certeza de que nosso filho estava curado. Foi lindo! Voltamos ao andar do centro cirúrgico, onde a cirurgia que estava prevista para demorar 1 hora, demorou 4 horas. Apesar da demora, estávamos calmos... queríamos muito vê-lo, mas permanecíamos calmos, porque Deus nos conduzia. Quando o Léo saiu do centro cirúrgico, eu o acompanhei ao quarto enquanto meu marido foi conversar com os médicos para saber o motivo da demora e como o Léo estava. Mais uma vez tivemos a confirmação do que Deus havia nos dito. A cirurgia havia demorado porque não encontraram nada no pulmão dele. Meu marido foi ao quarto e relatou tudo. Choramos muito. Quando dei a notícia ao meu filho, ele respondeu: “Mãe, você ainda duvidava disso? Obrigada Senhor!” O Léo sentia muitas dores no pós-operatório, mas mesmo assim, a felicidade enchia o ambiente em que estávamos. Iniciaram as quimioterapias, fase em que muitos profissionais e amigos nos ajudaram. Sempre falo que são pessoas que Deus coloca em nosso caminho. O Léo passava mal nas sessões, mas os médicos sempre nos orientavam sobre como proceder para fazê-lo ficar melhor. Em Curitiba conhecemos a APACN, onde fomos muito bem recebidos. O Léo toca e canta lindamente, o que facilita fazer novas amizades, e sempre que ia para Curitiba para fazer as sessões, ele não deixava de fazer isso. Eu percebia que isso fazia bem para ele, para melhor enfrentar a dura fase do tratamento. O Léo passou a ver que além de fazer bem para si mesmo, fazia bem aos outros que passavam pela mesma fase. Nessa época aprendemos que isso era uma grande corrente, onde uns precisam dos outros. Nós estávamos lá, sendo ajudados de tantas formas, e através da música do Léo, ajudando aos outros. Hoje, por meio desse testemunho quero agradecer a todos os profissionais do Pequeno Príncipe, a grande família APACN, aos parentes e amigos, enfim todos que nos ajudaram de alguma forma. Hoje meu filho está curado. Tem uma vida normal. Quero dizer para que tenha sempre fé. Assim como eu tive. Deus pode mudar a sua história. Obrigada Senhor. Obrigada a todos!

João (pai), Jane (mãe), Larissa (irmã) e Leonardo (o menino cantor, que venceu a doença)

 

 

 

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